sexta-feira, 1 de junho de 2007

Bush faz proposta para enfrentar o aquecimento global

Da BBC














O presidente americano, George W. Bush, pediu que os países entrassem em um acordo de longo prazo para estabelecer novas metas para o corte da emissão de gases que causam o efeito estufa.
Bush disse que vai reunir os Estados Unidos e outros 14 países responsáveis pela maior parte das emissões de gás carbônico, incluindo países em desenvolvimento, para estabelecer metas até o final de 2008.
O presidente americano fez as declarações a poucos dias da reunião do G8 (o grupo dos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), na Alemanha. A expectativa é de que, no encontro, os alemães peçam novos cortes nas emissões.
O presidente Bush se transformou no último convertido à causa do aquecimento global e da diminuição das emissões de carbono?
É a primeira vez que o presidente americano afirma em público que são necessárias "metas de longo prazo para reduzir os gases de efeito estufa".
A declaração de Bush chamou a atenção da imprensa, mas, até agora, ele não deu detalhes para que seja possível saber se a proposta marca uma mudança de opinião na Casa Branca a respeito da necessidade de metas obrigatórias de emissão de carbono.
Qual é a proposta de Bush?
O presidente Bush pediu que 14 dos países que poluem mais para se juntarem aos EUA em uma nova proposta global para combater a mudança climática quando o Protocolo de Kyoto expirar em 2012.
Ele planeja uma série de reuniões que visam estabelecer uma meta global até o final de 2008 para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Além das economias industrializadas, Bush convidou a Índia e a China a participarem do grupo.
Cada um dos países, explicou Bush, também "estabeleceria metas nacionais no médio prazo e programas que refletem suas necessidades futuras de energia e suas fontes de energia".
Isto é uma mudança da Casa Branca na questão do aquecimento global?
Seria um exagero chamar o anúncio do presidente Bush de uma mudança da posição de seu governo em relação à mudança climática.
Apesar de o governo dos Estados Unidos ter se recusado a ratificar o Protocolo de Kyoto e ter sido apontado como o vilão das negociações sobre o clima do planeta, o país é um defensor de tecnologias de "energia limpa".
Em seu discurso do Estado da União, em 2006, Bush disse que fontes de energia alternativas são necessárias para acabar com a "dependência do petróleo" dos Estados Unidos.
Pode-se argumentar que seu entusiasmo por biocombustíveis e energia do hidrogênio é motivado pela economia e por razões de segurança energética.
Mas não se pode dizer o mesmo de sua decisão de investir bilhões de dólares no desenvolvimento de novas formas de capturar e estocar geologicamente dióxido de carbono vindo de usinas de carvão.
Analistas observam que o único objetivo dessa iniciativa é limitar a emissão de gases de efeito estufa. E, em 2005, o presidente Bush estabeleceu uma Parceria Ásia-Pacífico em Desenvolvimento Limpo e Clima.
A coalizão, que inclui a Austrália, Japão, China e Índia, rejeitou a idéia de diminuir as emissões e se concentrou no papel da tecnologia para evitar a mudança climática.
Mas a parceria foi criticada por ambientalistas que viram a iniciativa como uma tentativa de prejudicar a Proposta da ONU da Convenção de Mudança Climática, que administrou o Protocolo de Kyoto.
Críticos, como a organização americana National Environmental Trust, afirmam que o último anúncio de Bush visa desviar a atenção da recusa do presidente em aceitar reduções obrigatórias das emissões.
Isto significa que a reunião do G8, em junho na Alemanha, vai resultar num consenso entre os países mais industrializados do mundo sobre como evitar a mudança climática?
Ainda existe um grande abismo entre as políticas para o clima da União Européia e da ONU em relação às propostas de Bush.
A União Européia estabeleceu uma meta clara de evitar que as temperaturas globais aumentem em 2ºC acima dos níveis anteriores à industrialização. O bloco planeja atingir isto cortando emissões em 50% abaixo dos níveis de 1990 até 2050.
O principal meio de conseguir estes cortes, de acordo com a União Européia, seria um esquema global de comércio de carbono. Bush continua se opondo às duas políticas.
"Precisamos conseguir energia a partir da tecnologia para ajudar nações a atingir suas necessidades energéticas crescentes, enquanto o meio ambiente é protegido", disse.
Negociadores americanos recentemente rejeitaram um rascunho de declaração do G8 a respeito de mudança climática que incluía 50% de redução nas emissões de CO2 até 2050.
Eles expressaram "oposição fundamental" ao comunicado preparado pela Alemanha, que atualmente ocupa a presidência do G8.
Serão colocadas na mesa de negociação duas propostas para a consideração dos líderes políticos. Teme-se que a reunião em Heligendamm termine em impasse e a oportunidade de concretizar uma proposta significativa para diminuir futuras emissões seja novamente perdida.
Comentário de Uilton Conceição:
Acredito que o presidênte dos Estados Unidos, está querendo mostrar-se procupado sobre os problemas do meio ambiente, algo estranho para se desconfiar. Porque o presidente Bush foi o único a se negar em assinar o tratado de Kyoto que reunia os paises mais ricos que são os maiores poluidores. Em reduzir a emissão de gases poluentes produzidas pelas indústrias e pelos carros. E agora mostra a sua "procupação" reunindo os paises que fazem parte do G8. para a redução. será que só agora O Bush acordou???

Mais de 200 mil vão ao site do Live Earth em busca de ingressos

17/04/2007 - 15h41

Publicidade da Ansa, em Londres

Mais de 200 mil pessoas se registraram no site do Live Earth para garantir ingressos do show no estádio Wembley, em Londres, que contará com a participação de Madonna, Red Hot Chili Peppers e James Blunt. O concerto acontecerá dia 7 de julho e terá 17 apresentações. O objetivo principal do evento é conscientizar o mundo sobre as mudanças climáticas. Os organizadores do evento ecológico informaram que os interessados, cerca de 203 mil pessoas, tiveram 72 horas para se registrar até hoje no site e participar de um sorteio e concorrer a uma das 60 mil entradas disponíveis que serão vendidas a US$ 110. Entre os artistas que já confirmaram presença, além de Madonna, Red Hot Chili Peppers e James Blunt, estão Genesis, Black Eyed Peas, Corrine Bailey Rae, John Legend e Foo Fighters. Os organizadores do evento disseram que os selecionados serão informados na quarta-feira por mensagens eletrônicas pelo celular. O Live Earth acontecerá em vários lugares do mundo simultaneamente, com shows no Rio (Brasil), Nova Jersey (EUA), Johannesburgo (África do Sul), Sydney (Austrália), Xangai (China) e Tóquio (Japão). "O Live Earth incluirá os artistas mais importantes do mundo em todos os continentes para unir o público para que façamos algo contra a mudança climática", declarou o fundador e produtor executivo do Live Earth, Kevin Wall. "Não só estamos criando shows espetaculares, mas também uma infra-estrutura sem precedentes de transmissão ao vivo para chegar ao público de todo o mundo", completou. A apresentação de Londres será transmitida ao vivo pela BBC po um serviço de televisão e de rádio para mais de 120 países.

Rio será uma das 8 cidades do mundo a participar do Live Earth

12/05/2007 - 20h17

Publicidade da Efe, no Rio

Al Gore, que já foi vice-presidente dos Estados Unidos, anunciou hoje que o Rio de Janeiro será uma das oito cidades a abrigar o evento Live Earth no dia 7 de julho. Gore visita a cidade, que será a única da América Latina a participar da iniciativa mundial. Shows do Live Earth vão ocorrer em todos os continentes. Os espetáculos têm como objetivo chamar a atenção do mundo sobre o problema do aquecimento global.
AP
Gore divulga livro e filme no Rio de Janeiro"Estou aqui para convidar todos os brasileiros que se interessam pelo ambiente para o espetáculo gratuito e ao ar livre que ofereceremos na praia de Copacabana", disse Gore em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.O Live Earth vai começar com apresentações em Sydney, na Austrália, seguidas de shows nas seguintes cidades: Tóquio (Japão), Xangai (China), Johanesburgo (África do Sul), Londres (Reino Unido), Hamburgo (Alemanha), Nova Jersey (EUA) e Rio de Janeiro."Será o maior espetáculo para televisão no mundo, todo com cerca de 2 bilhões de espectadores", afirmou Gore. Atualmente, ele promove o filme que produziu e o livro que escreveu sobre o aquecimento global. As produções levam o título "Uma Verdade Inconveniente". No Brasil, o livro é publicado pela editora Manole.Gore disse que o show no Rio de Janeiro será o único da série gratuito e ao ar livre. Ele acrescentou que espera a presença de cerca de 1 milhão de pessoas em Copacabana. No ano passado, a praia recebeu 1,5 milhão de pessoas para o show dos Rolling Stones.O Live Earth é uma iniciativa de Kevin Wail, o mesmo produtor executivo da série de shows Live 8, promovida em solidariedade a países da África.Os organizadores não divulgaram os nomes dos artistas que vão tocar. Eles disseram que estão ainda em negociações com muitas possíveis atrações. O anúncio do show no Rio de Janeiro teve a presença de Xuxa, que declarou ter se juntado à causa.

Gore cobra compromisso ambiental de países em desenvolvimento

12/05/2007 - 22h56



Da Efe, no Rio de Janeiro












Foto: Marcelo Carnaval/Reuters

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore disse hoje que os países em desenvolvimento, como o Brasil e a China, têm de se comprometer a reduzir as emissões de gases poluentes.
Marcelo Carnaval/Reuters
Gore, ao lado de Xuxa, fala sobre aquecimento global no Rio"Sou a favor de que os países em desenvolvimento também se comprometam", afirmou Gore, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. O protocolo de Kyoto diz que as nações com maior renda têm obrigação de reduzir a emissão de gases que causam o efeito estufa primeiro. Gore disse respeitar a determinação.Para Gore os países ricos têm de assumir a liderança e depois oferecer a tecnologia e os recursos necessários para que os outros países sigam o exemplo."A China vai se transformar no maior emissor de gás carbônico neste ano ou no próximo, quando superará os EUA", afirmou. Gore fez referências aos países que ainda não assumiram compromissos e que já são apontados como os principais geradores do efeito estufa.Nos últimos anos, o político americano se destacou como porta-voz da causa ecológica e vem promovendo uma maior conscientização mundial da ameaça trazida pelo aquecimento global.Gore disse que os Estados Unidos não tem apenas a obrigação de aderir o tratado, mas também de liderar as medidas contra o aquecimento global. Os EUA assinaram o protocolo de Kyoto, mas não ratificaram o acordo. O líder ambientalista acrescentou que o novo Congresso de seu país é favorável a medidas para reduzir o aquecimento e que alguns Governos regionais já tomaram importantes iniciativas nesse sentido. O presidente americano, George W. Bush, é conhecido por sua resistência a acordos ambientais internacionais.

Planeta tem 5 anos para combater mudança climática, alerta WWF

15/05/2007 - 18h28

Da France Presse, em Genebra

Os governos têm cinco anos para tomar decisões sobre a mudança climática e, assim, lidar com a esperada duplicação na demanda de energia nos próximos 50 anos, alertou o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) em um relatório publicado nesta terça-feira.
Se este limite de cinco anos não for cumprido, o planeta pode ser exposto a um aquecimento perigoso, além de forçar a adoção de medidas difíceis e caras, o que causaria um sério dano para a economia global, acrescentou a entidade.
"A questão para líderes e governos de todos os lugares é como reduzir o nível das emissões de dióxido de carbono sem interromper o desenvolvimento e reduzir o padrão de vida", disse o diretor-geral do WWF, James Leape. "Nós temos pouco tempo para plantar as sementes da mudança e isso significa que temos de agir nos próximos cinco anos. Não podemos desperdiçá-los", acrescentou.
O relatório lançou o objetivo de limitar o crescimento da média global de temperatura e chegar a um corte de 50% nas emissões dos gases que provocam o efeito estufa.
O WWF forneceu dados para um recente relatório feito por uma equipe de cientistas da ONU. Eles afirmaram que as piores conseqüências do aquecimento global poderiam ser evitadas com tecnologias já conhecidas e medidas de racionamento energético.
Entretanto, o fundo afirmou que as decisões políticas e econômicas que vêm sendo tomadas estão "em um diferente e perigoso caminho".
Soluções
O relatório apresenta seis soluções-chave, entre elas o uso mais eficiente da energia, a reversão do desmatamento, a aceleração do desenvolvimento das tecnologias de emissão e também o armazenamento de energia.
O WWF também quer que usinas baseadas na queima de carvão sejam substituídas por gás e que haja mais captura e separação de carbono para lidar com a contínua emissão de combustíveis fósseis, como o petróleo.
Juntos, os países podem cortar a emissão de dióxido de carbono em uma porcentagem entre 60% e 80% até 2050, se as medidas forem implementadas a tempo, considerou a entidade.

Táxis de Nova York vão ser todos verdes até 2012

23/05/2007 - 11h22

Da BBC Brasil

Os famosos táxis amarelos de Nova York vão se tornar híbridos dentro de cinco anos, em um esforço para reduzir a poluição do ar e combater as mudanças climáticas, disse o prefeito da cidade, Michael Bloomberg.
Os veículos híbridos funcionam com gasolina e eletricidade, emitindo menos gases.
Os novos veículos começarão a ser introduzidos imediatamente, substituindo a atual frota, que hoje é de cerca de 13 mil carros.
"Os benefícios serão sentidos por gerações de nova-iorquinos. A adoção de híbridos vai reduzir a emissão de gases do efeito estufa pela cidade", afirmou Bloomberg.
"A implementação de padrões mais rigorosos para mais de 13 mil táxis nesta cidade vai trazer os mesmos benefícios de ar puro equivalentes à remoção de 32 mil carros particulares de nossas ruas", disse Bloomberg.
Carros híbridos custam mais caro, mas o Conselho Municipal disse que o aumento em eficiência no uso de combustíveis poupará aos taxistas mais de US$ 10 mil por ano.
A iniciativa é parte do ambicioso plano do prefeito de reduzir em 30% as emissões de gases do efeito estufa na cidade até 2030.

Bush Mobiliza Governo para Reduzir Consumo de Gasolina

14/05/2007 - 21h23

Publicidade da France Presse


O presidente George W. Bush ordenou, nesta segunda-feira, que o governo americano tome as medidas necessárias para alcançar o objetivo de reduzir em 20% o consumo de combustível num período de 10 anos.A nova regulamentação para que a meta seja atingida deve ser posta em prática até o final de 2008, disse o presidente americano em uma declaração na Casa Branca.Bush disse ter instruído a Agência de Proteção do Meio Ambiente e os ministérios do Transporte, da Energia e da Agricultura a "tomar as primeiras medidas para uma regulamentação que reduza o consumo de gasolina e a emissão de gases que provocam o efeito estufa utilizando como ponto de partida seu plano 20 em 10".O plano, anunciado por Bush em janeiro, pretende diminuir em 20% o consumo de combustível num período de 10 anos. O texto prevê a imposição de novas normas de consumo de combustíveis aos automóveis particulares e ainda reforçar as já existentes para os esportivos 4 x 4. Impõe também a produção do equivalente a 35 milhões de galões de combustíveis alternativos e renováveis até 2017. Um galão líquido americano equivale a 3,78 litros."Juntas, essas reformas economizarão milhões de galões de combustível e reduzirão nossas emissões de gases que provocam o efeito estufa sem comprometer a segurança dos empregos", afirmou o presidente americano.Bush está submetido a diferentes pressões: não só às do preço da gasolina nos Estados Unidos e às das implicações do abastecimento americano em regiões sensíveis como o Golfo, mas principalmente às dos seus aliados, que têm exigido uma posição do país ante o aquecimento global.Bush afirmou ter assinado um decreto que ordenava a todas as agências governamentais que cooperassem com o seu plano, consultando o público e levando em conta não apenas as tecnologias e as normas de segurança, mas também as repercussões financeiras da nova regulamentação."Trata-se de um negócio complicado no ponto de vista legal e técnico. E vai ser preciso tempo para resolvê-lo completamente. Mas é importante avançar e eu instruí os membros da minha administração de arquivar o processo até o fim de 2008", disse.O presidente também ressaltou que o que ele chama de "dependência patológica" de petróleo dos Estados Unidos representava um risco para a economia e também para a segurança do país, "vulnerável diante dos regimes hostis e dos terroristas que podem atacar as infra-estruturas petrolíferas".Bush disse ainda que essa medida foi impulsionada pela recente decisão da Corte Suprema, segundo a qual a agência de proteção do meio ambiente era obrigada a agir contra as emissões dos gases que provocam efeito estufa emitidos pelos veículos