sexta-feira, 9 de março de 2007

Plano de ação pretende limitar temperatura média anual no planeta

MÁRCIA BIZZOTO da BBC, em Bruxelas.
Pelo menos 20% de toda a energia consumida pela União Européia (UE) deverá ser proveniente de fontes renováveis até 2020, segundo um acordo pactado nesta sexta-feira em Bruxelas pelos líderes europeus. A decisão, que causou muitas divisões dentro do bloco, define um dos caminhos a serem seguidos pelos 27 países europeus para conseguir cumprir a meta de redução de 20% nas emissões de CO2 até esse mesmo ano. A meta foi acordada ontem, no primeiro dia da cúpula de primavera. O pacote de medidas --o mais ambicioso da história da UE-- também determina que 10% dos combustíveis consumidos pelos automóveis de cada país sejam biológicos, uma decisão que poderá beneficiar o Brasil, o maior produtor mundial de etanol."São metas ambiciosas, mas podemos alcançá-las", assegurou o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, ao fim da reunião de dois dias."Esta foi a cúpula mais significativa da qual eu já participei em termos das conclusões a que chegamos. A Europa mostrou ao mundo que é possível tomar decisões importantes.
Nuclear
Segundo a chanceler alemã, Angela Merkel, cujo país ocupa a presidência de turno da UE, a discussão sobre as energias renováveis foi a parte mais "polêmica" da cúpula.Muitos países do leste europeu, encabeçados pela Polônia, eram contra a obrigatoriedade do uso desse tipo de energia. São países altamente dependentes de energias pesadas e onde o desenvolvimento de tecnologias renováveis ainda engatinha. Para conseguir o apoio desse grupo, os líderes europeus concordaram que a meta de 20% dirá respeito ao total da UE. Caberá à Comissão Européia, o braço Executivo do bloco, analisar a situação socioeconômica de cada país e definir como serão distribuídas as obrigações de redução. Os Estados membros também terão a liberdade de decidir a combinação mais conveniente para atingir essas metas, levando em conta as diferentes realidades. Essa concessão foi necessária para conseguir o apoio da França, que defendeu a inclusão da energia nuclear no pacote de renováveis. Merkel justificou que, apesar da energia nuclear não ser renovável, trata-se de uma fonte que não emite CO2 e, portanto, contribui para o objetivo global de redução de emissões.
Pós-Kyoto
A meta européia de redução das emissões de CO2 passará de 20% a 30% quando a UE chegar a um "acordo mundial e completo" com os demais países industrializados em relação aos objetivos a partir de 2012, quando expira o atual Protocolo de Kyoto. Até 2050, a diminuição coletiva das emissões de CO2 deve ficar entre 60% e 80%. Os líderes europeus ressaltaram a importância de países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, conterem o aumento de emissões que vêm experimentando devido ao processo de crescimento industrial por que passam. Com esse plano de ação, a UE pretende limitar a 2ºC anuais o aumento da temperatura média mundial.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Sugestão de Leitura - O Aquecimento GLobal

O livro explica como os gases naturais criaram uma atmosfera quente o suficiente para suportar a vida, mas que está sendo desestabilizada pela atividade humana. Por meio de gráficos claros e precisos, indica como seria a vida em um planeta mais quente e como o clima vai mudar, além de explicar qual o efeito do aquecimento global sobre o nível dos mares e como essas transformações irão afetar a economia mundial. Mostra o complexo funcionamento do sistema climático e aponta as previsões dos mais renomados pesquisadores, além de propor opções sérias e sensatas que deveremos adotar para enfrentar o impacto do aquecimento global e manter a temperatura sob controles.

Título: O Aquecimento GlobalSubtítulo: Causas e Efeitos de um Mundo Mais QuenteAutor: Fred PearceEdição: 1a. edição, 2002Idioma: PortuguêsNúmero de páginas: 72 páginasFormato: 12,4 cm x 17,7 cm (largura x altura)Especificação: Couché fosco 115g, 4 cores, BrochuraPeso: 114 gramasISBN: 85-7402-380-9Área: CiênciasSérie: Série Mais Ciência

Mês de janeiro foi o mais quente da história

Folha Online

A média das temperaturas mundiais registradas em janeiro foi a mais alta da história já registrada neste período do ano, anunciaram cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica americana (NOAA, sigla em inglês) --há registros da temperatura do planeta desde 1880. "As temperaturas mundiais terrestres e da superfície dos oceanos foram as mais elevadas registradas para um mês de janeiro", disse o organismo em um comunicado, citando cientistas de seu centro de dados climáticos. De acordo com relatórios preliminares, em janeiro, as temperaturas ficaram 0,85ºC acima da média do século 20, batendo o recorde estabelecido em 2002, de 0,71ºC sobre a média. Em particular, as temperaturas terrestres estavam 1,89ºC acima da sua média em janeiro, um nível recorde, enquanto as temperaturas oceânicas eram as quartas mais quentes já registradas em 128 anos, ou seja 0,1ºC abaixo do recorde estabelecido em 1998, no auge do fenômeno El Niño. "O fenômeno El Niño e a tendência contínua para o aquecimento climático contribuíram para que o mês de janeiro de 2007 fosse o mais quente já conhecido", explicou a NOAA em sua declaração. No último século, as temperaturas mundiais na superfície subiram a um ritmo de 0,06ºC a cada dez anos, mas o aumento foi três vezes mais elevado desde 1976, a 0,18ºC a cada década, com alguns dos mais fortes aumentos de temperatura nas elevadas latitudes do hemisfério Norte ou perto do pólo Norte. Leia mais
"O Atlas da Água" mapeia recurso mais precioso do planeta
Entenda a importância e as conseqüências do mau uso da água
Temperatura do planeta aumentará até 4ºC até 2100, diz ONUEspecial
Confira mais no livro "O Aquecimento Global"
Leia o que já foi publicado sobre mudanças climáticas
Leia o que já foi publicado sobre a emissão de gases
Temperatura do planeta aumentará até 4ºC até 2100, diz ONU da France Presse, em Parisda Folha Online
A temperatura média do planeta subirá de 1,8ºC a 4ºC até 2100, provocando um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 cm, inundações e ondas de calor mais freqüentes, além de ciclones mais violentos durante mais de um milênio. [confira o relatório completo em inglês no formato .PDF] As conclusões foram anunciadas nesta sexta-feira em Paris pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), da ONU (Organização das Nações Unidas). O comitê do IPCC engloba centenas de cientistas e representantes de 113 países. O documento de 21 páginas --o mais importante a respeito do aquecimento global-- traça um quadro preocupante sobre o futuro do planeta caso não sejam adotadas as medidas adequadas. De acordo com os especialistas do IPCC, o aquecimento do planeta se deve, com 90% de chance, às emissões de dióxido de carbono provocadas pelo homem.
Benoit Tessier/Reuters
Torre Eiffel apagada em ato simbólico sobre o efeito estufa. O IPCC afirmou ainda que as emissões passadas e futuras de CO2 continuarão contribuindo para o aquecimento global e a elevação do nível dos mares durante mais de um milênio, levando em consideração sua permanência na atmosfera. Se os países não adotarem os meios para reduzir a poluição da atmosfera, a temperatura média pode aumentar até 6,4%. Este desajuste modificará totalmente as condições climáticas: provocará ondas de forte calor, as inundações serão cada vez mais freqüentes, os ciclones tropicais, tufões e furacões provavelmente serão mais intensos, os recursos de água potável diminuirão e a elevação do nível do mar pode provocar o desaparecimento de algumas ilhas e superfícies férteis. As mudanças obrigarão milhares de pessoas a abandonarem suas casas, e o número de refugiados do clima será superior ao de refugiados de guerra, alertam alguns especialistas.

Aquecimento Global é tema de palestra na UFBA


26/02/2007 - 10h47



O aquecimento global é o tema da aula inaugural da Universidade Federal da Bahia, às seis da tarde de hoje. A aula vai ser dada pelo professor e engenheiro Guilherme Requião Radel. O evento marca também os cento e dez anos da escola politécnica. Vai ser na reitoria da universidade, no bairro do canela.
Fonte: Jornal da Manhã